Carlos Prates destruiu Jack Della Maddalena na frente da torcida australiana
O PesadeloChegou Pra Ficar
Carlos Prates destruiu Jack Della Maddalena na frente da torcida australiana — e agora quer o cinturão
"Nightmare"
Prates
"JDM"
Della Maddalena
Sabe aquela sensação de assistir a uma luta e perceber, logo nos primeiros minutos, que uma das partes simplesmente não vai sair dali de pé? Pois é exatamente isso que aconteceu no UFC Perth, no último sábado, quando Carlos "The Nightmare" Prates entrou no octógono no quintal do adversário e fez jus ao apelido de um jeito que vai ficar na memória do esporte por muito tempo.
Portanto, se você ainda não tinha ouvido falar desse brasileiro que veio de Curitiba para sacudir a divisão dos meio-médios, é melhor começar a prestar atenção. Porque "The Nightmare" não tem a menor intenção de parar por aqui.
Antes de mais nada, é importante contextualizar o cenário: Jack Della Maddalena chegou como ex-campeão, em casa, com mais de 15 mil australianos torcendo por ele. Carlos Prates chegou quase como coadjuvante nessa história. Só que, na vida real, os roteiros mudam — e costumam mudar de forma bastante brutal.
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R1Prates estabelece o domínio Desde o primeiro toque de sino, o brasileiro foi cirúrgico. Chutes nas coxas, joelhadas no corpo e socos de ângulos inesperados. JDM tentou usar a luta no chão para mudar o rumo do combate, mas Prates se levantou com facilidade todas as vezes — e voltou a bater ainda mais forte.
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R2O pesadelo começa de verdade No segundo round, Prates abriu o arsenal completo. Cotovelos que partiram a sobrancelha do australiano, joelhadas que curvaram o corpo do ex-campeão ao meio e, para fechar, um chute na coxa que derrubou Della Maddalena instantes antes do sino. A torcida começou a ficar em silêncio.
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R3Execução fria — 4 quedas e TKO O terceiro round foi quase cruel de se assistir. Um chute alto que contornou a guarda do JDM, seguido por cotovelos que o derrubaram novamente. Uma joelhada que sentou o ex-campeão de vez. Prates foi em cima com ground and pound e o árbitro Mike Beltran encerrou o sofrimento aos 3:17. Quatro quedas no round, pra quem estava contando.
"Eu vim para a guerra e treinei demais. Fiz todo mundo viajar tão longe — não podia deixá-los ir para casa tristes."
Além da performance dentro do octógono, houve um detalhe que tocou o coração de quem acompanhou de perto: a mãe de Prates, com seus 73 anos, fez a viagem do Brasil até a Austrália para assistir ao filho lutar. E, naquela mesma noite, ela conheceu pela primeira vez a neta — a filha de 6 anos do lutador, que mora em Perth.
A comemoração da vitória foi, portanto, muito mais do que profissional. Foi pessoal, familiar, intensa. O tipo de cena que o UFC raramente consegue roteirizar, porque simplesmente acontece de verdade. Inclusive, durante a entrevista pós-luta, Prates mal conseguia segurar as lágrimas — e não precisava.
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✅ Entrar no Grupo AgoraEnquanto o octógono ainda estava sendo desmontado em Perth, Ian Machado Garry — o único homem a derrotar Prates dentro do UFC — já estava no Twitter fazendo o que faz de melhor: provocar. O irlandês reagiu à luta do brasileiro com apenas duas palavras, diretas e sem cerimônia.
Ian Machado Garry "The Future" · @iangarryMMA
💬 "Jack had nothing. Nothing."
Além da provocação ao JDM, Garry deixou claro que considera a situação sob controle — afinal, ele já venceu Prates e, portanto, está, na sua visão, um degrau acima na fila pelo cinturão de Islam Makhachev. O irlandês promete que, quando enfrentar o campeão, fará todos os adversários parecerem invisíveis.
Contudo, a situação é mais complexa do que Garry faz parecer. Na coletiva pós-luta, Prates foi categórico: ninguém, além dele, nocauteou dois ex-campeões consecutivamente dentro do UFC. Nem Garry fez isso. Então, quem realmente está atrás de quem?
"Ninguém fez isso — derrubar dois ex-campeões assim. Eu faço parecer fácil. Eu sou o próximo."
A partir daqui, o cenário está bastante claro — pelo menos para Prates. Islam Makhachev deve defender o cinturão em agosto, provavelmente no UFC 330, e o adversário mais cotado ainda é Ian Machado Garry. Se isso se confirmar, Carlos Prates vai torcer muito por Makhachev: uma revanche contra o irlandês, desta vez com o cinturão em jogo, seria o desfecho perfeito para essa história.
Por enquanto, porém, o brasileiro deixou Perth com o bônus de Performance da Noite, cem mil dólares no bolso, a família reunida e a consciência tranquila de quem cumpriu o dever com excelência. E os adversários? Bem, esses que continuem tendo pesadelos.

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