John Textor não comanda mais a SAF do Botafogo.
John Textor é afastado do comando do Botafogo por Tribunal Arbitral
O empresário americano que sonhou em grande com o Glorioso agora deixa o cargo de forma imediata — e o futuro do clube campeão da Libertadores 2024 nunca esteve tão incerto.
Numa noite que sacudiu o futebol brasileiro, o Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas determinou, nesta quinta-feira (23 de abril de 2026), o afastamento imediato de John Charles Textor da administração da SAF do Botafogo. A decisão, que tem força equivalente a uma sentença judicial, foi provocada pela Eagle Bidco — acionista majoritária com 90% das ações do clube — e pega o Glorioso em um dos momentos mais delicados de sua história recente.
Para entender o que está acontecendo com o Botafogo, é preciso dar alguns passos atrás. Afinal de contas, a crise que desembocou nesse afastamento não surgiu do nada — ela foi sendo construída tijolo a tijolo ao longo dos últimos anos, regada por dívidas crescentes, conflitos societários internacionais e decisões que, pelo menos segundo os credores, ultrapassaram os limites do que estava combinado.
Sendo assim, antes de julgar Textor ou de defendê-lo, vale entender a história completa. E é exatamente isso que este post se propõe a fazer: contar o que aconteceu, por que aconteceu e o que pode vir pela frente para o time que, há menos de dois anos, ergueu a taça da Libertadores e do Brasileirão.
A decisão proferida pelo Tribunal Arbitral da FGV, na noite desta quinta-feira, é direta: John Textor está afastado imediata e automaticamente da administração da SAF do Botafogo. A medida, de caráter conservatório — ou seja, provisória, enquanto o caso é analisado com mais profundidade — será reavaliada na próxima quarta-feira, 29 de abril, após a manifestação formal da Companhia.
A decisão foi assinada pela presidente do Tribunal, Adriana Braghetta, ao lado dos coárbitros Alina de Miranda Valverde Terra e Lauro da Gama e Souza Júnior. Três nomes do direito arbitral brasileiro que se debruçaram sobre o imbróglio e concluíram que as medidas tomadas por Textor tinham potencial de causar danos irreparáveis — tanto aos acionistas quanto à comunidade de torcedores do Botafogo.
Além disso, como consequência direta do afastamento, a Assembleia Geral Extraordinária que estava marcada para o dia 27 de abril foi cancelada. Essa reunião seria fundamental para definir os próximos passos financeiros do clube, incluindo uma possível injeção de capital proposta pelo próprio Textor. Com o afastamento, porém, esse plano ficou suspenso no ar.
Nesses termos, o Tribunal Arbitral, a título meramente conservatório, DETERMINA o afastamento automático e imediato do Sr. John Charles Textor da administração da SAF Botafogo, o que será objeto de reanálise após a apresentação da manifestação da Companhia prevista para 29/04/2026.
— Trecho da decisão do Tribunal Arbitral da FGV, 23/04/2026
Em outras palavras: a situação não está definitivamente encerrada. O próximo capítulo será escrito no dia 29, quando os dois lados poderão apresentar seus argumentos e o Tribunal revisará a decisão. Até lá, porém, Textor não comanda mais o Botafogo — pelo menos não oficialmente.
Para compreender por que o Tribunal decidiu da forma que decidiu, é necessário entender o que aconteceu na véspera. Na quarta-feira (22), a SAF do Botafogo anunciou que havia protocolado um pedido de recuperação judicial na 2ª Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro. O anúncio foi uma bomba.
De acordo com fontes ligadas à Eagle Bidco, o pedido de recuperação judicial foi feito sem o consentimento dos demais acionistas — uma violação direta da jurisdição do Tribunal Arbitral. Em outras palavras, Textor teria tomado uma decisão de enorme magnitude sem consultar quem deveria ser consultado. Isso foi a gota d'água para o Tribunal agir.
No entanto, a perspectiva do lado de Textor é diferente. Para ele, o pedido de recuperação judicial era uma tentativa legítima de proteger o clube, seus jogadores e seus funcionários de uma asfixia financeira que vinha se aprofundando há meses. A SAF revelou que possui uma dívida total de aproximadamente R$ 2,7 bilhões, com R$ 1,6 bilhão com vencimento nos próximos 12 meses — um passivo que tornaria qualquer empresa privada praticamente inoperante sem proteção judicial.
Portanto, o que temos aqui é um choque de narrativas. De um lado, Textor apresentando a recuperação judicial como um escudo protetor. Do outro, a Eagle Bidco e o Tribunal interpretando o mesmo gesto como uma manobra unilateral que violou as regras do jogo. Quem tem razão? Essa é exatamente a pergunta que os árbitros da FGV vão tentar responder a partir do dia 29.
Para quem está chegando agora nessa novela, é fundamental entender quem são os personagens. A Eagle Bidco é a empresa que detém 90% das ações da SAF do Botafogo. Ela faz parte da Eagle Football Holdings, a rede de clubes fundada por Textor, que inclui também o Olympique de Lyon, da França, e teve participação no Crystal Palace, da Inglaterra.
O problema é que a Eagle Football Holdings passou por uma grave crise de governança nos últimos tempos. Com dívidas acumuladas e a pressão de credores internacionais, a empresa passou a sofrer forte influência da Ares Management — seu principal credor — que eventualmente colocou a Cork Gully, uma administradora judicial britânica, para controlar a Eagle Bidco.
Dessa forma, quem hoje manda na Eagle Bidco não é mais Textor, mas sim a Cork Gully, representando os interesses da Ares Management. E é essa entidade que acionou o Tribunal Arbitral pedindo o afastamento de Textor — o mesmo Textor que fundou o projeto, que vendeu o sonho aos torcedores alvinegros e que até pouco tempo era a figura central de tudo isso.
Paralelamente, o clube social do Botafogo — que detém os 10% restantes das ações e tem papel de fiscalização — também não está do lado de Textor. Segundo relatos, o social está em busca de um novo investidor e não descarta um acordo direto com a Ares para remover o empresário americano de vez do quadro de gestão.
Antes que a decisão fosse oficialmente publicada, Textor não ficou de braços cruzados. Ao perceber que o Tribunal Arbitral caminhava para o afastamento, o empresário americano recorreu ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro tentando obter uma liminar que garantisse sua permanência no comando. Afinal, para ele, sair agora significaria perder o controle sobre um projeto em que investiu anos e muito dinheiro.
Segundo o Lance!, Textor chegou a conseguir uma liminar que, por algum tempo, o manteve formalmente como administrador da SAF mesmo após seu afastamento dos poderes como diretor da Eagle Bidco. Contudo, com a decisão do Tribunal Arbitral da FGV desta quinta-feira, a situação mudou de patamar — e a batalha judicial promete se intensificar nos próximos dias.
A frase acima é do próprio Textor, dita em uma entrevista recente, e resume bem o espírito combativo com que o empresário tem encarado essa disputa. Para ele, sair do Botafogo não é uma opção — pelo menos não sem uma luta. E de fato, a batalha está longe de ter um vencedor definitivo.
Em contrapartida, há quem interprete essa postura como parte do problema. Afinal, algumas das medidas tomadas por Textor nas últimas semanas — como o pedido de recuperação judicial sem consultar os acionistas — podem ser lidas como tentativas de consolidar o controle antes que o Tribunal tome uma decisão desfavorável. A leitura do mercado e de boa parte da imprensa especializada é de que a recuperação judicial foi, em parte, um movimento estratégico para ganhar tempo.
A situação atual não surgiu de uma hora para outra. Muito pelo contrário — os sinais de colapso estavam sendo emitidos há pelo menos um ano e meio. Um documento revelador que integra o pedido de recuperação judicial mostra que, em novembro de 2024, o então CEO do Botafogo, Thairo Arruda, enviou um e-mail urgente para os acionistas descrevendo uma situação financeira crítica: sem caixa para pagar salários, com recebíveis antecipados já esgotados e sem mais nenhuma margem de manobra.
Segundo o próprio documento, a controladora — ou seja, a Eagle Bidco sob a influência da Ares — não apresentou nenhuma resposta efetiva. A asfixia financeira foi se aprofundando. O Botafogo foi punido com o transfer ban da FIFA, ficando impedido de registrar novos jogadores por três janelas de transferência. A dívida com atletas — dois meses de direitos de imagem e FGTS atrasados — colocou o clube em risco de ver jogadores rescindindo contratos unilateralmente.
Dívida total: aproximadamente R$ 2,7 bilhões, com R$ 1,6 bilhão vencendo nos próximos 12 meses.
Transfer ban da FIFA: clube impedido de registrar novos jogadores por três janelas consecutivas.
Salários atrasados: dois meses de direitos de imagem e FGTS em atraso com atletas do elenco.
Recuperação judicial: pedido protocolado em 22/04 na 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.
Afastamento de Textor: determinado pelo Tribunal Arbitral da FGV em 23/04, com reavaliação em 29/04.
Assim sendo, o que parece uma crise repentina é, na verdade, o resultado de uma deterioração que foi sendo ignorada por quem tinha o poder — e a obrigação — de agir. O time que em 2024 conquistou a América e ganhou o Campeonato Brasileiro em pleno Nilton Santos chegou a 2026 numa situação que qualquer torcedor alvinegro olha com o coração apertado.
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Nov 2024
CEO Thairo Arruda envia e-mail de alerta sobre situação crítica de caixa. Clube sem dinheiro para pagar salários. Controladora não responde.
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Jun 2025
Textor é afastado da direção do Olympique de Lyon após situação financeira crítica do clube francês. O Lyon evita o rebaixamento, mas a crise da Eagle Football Holdings se aprofunda.
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Mar 2026
A Câmara de Mediação e Arbitragem da FGV é apontada pela Justiça do Rio para resolver a disputa entre Textor e Eagle Bidco. Começa o processo arbitral formal.
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21 Abr
Eagle Bidco formaliza nova notificação ao Tribunal Arbitral pedindo oficialmente a saída de Textor do comando da SAF do Botafogo.
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22 Abr
SAF do Botafogo protocola pedido de recuperação judicial na 2ª Vara Empresarial do Rio. Dívida declarada: R$ 2,7 bilhões. Medida causa comoção no futebol brasileiro.
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23 Abr
Tribunal Arbitral da FGV determina afastamento imediato de John Textor da administração da SAF do Botafogo. AGE de 27 de abril é cancelada.
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29 Abr
Data prevista para reavaliação da decisão pelo Tribunal. Ambas as partes poderão se pronunciar. O futuro do Botafogo depende muito do que acontecer nessa data.
A repercussão dentro do próprio futebol brasileiro foi intensa. Um dos que se pronunciaram com mais clareza foi Luiz Eduardo Baptista, o Bap, presidente do Flamengo. Questionado sobre o caso ainda nesta quinta-feira, o dirigente rubro-negro não poupou palavras ao avaliar o modelo das SAFs e as lições que o caso do Botafogo deixa.
O modelo da SAF no Brasil precisa ser revisto. Quando essa SAF foi constituída, havia uma dívida na casa dos R$ 700 milhões. Hoje, a dívida é de 3,5 vezes esse valor. Não dá para dar o crédito a quem vai investir no clube e não cumprir com nada e sair ileso.
— Luiz Eduardo Baptista (Bap), presidente do Flamengo
A fala de Bap toca em um ponto fundamental: o modelo das Sociedades Anônimas do Futebol, criado para atrair investimento estrangeiro e profissionalizar os clubes brasileiros, ainda não tem mecanismos suficientes para responsabilizar investidores que não cumprem seus compromissos. O caso do Botafogo, dessa forma, pode ser um divisor de águas para o debate sobre as regras que regem as SAFs no Brasil.
Por outro lado, é justo reconhecer que o projeto de Textor trouxe resultados esportivos inegáveis. O título da Libertadores em 2024 foi histórico — o segundo da história do Botafogo — e o Campeonato Brasileiro veio junto, em um feito que fez o coração alvinegro vibrar de uma forma que a torcida não sentia há décadas. O problema é que conquistas esportivas não pagam dívidas de R$ 2,7 bilhões.
Com o afastamento de Textor, surgem mais perguntas do que respostas. Quem assume o comando da SAF agora? Como ficam os jogadores, muitos deles com salários atrasados e contratos em risco? A recuperação judicial vai ser aprovada pela Justiça? Há algum investidor disposto a entrar num clube com R$ 2,7 bilhões em dívidas e um transfer ban ativo da FIFA?
O próprio Textor, em suas declarações mais recentes antes do afastamento, deixou uma mensagem reveladora sobre como ele enxerga a situação:
Criamos um projeto, vivemos um sonho, mas o clube precisa de dinheiro. Se eles não me deixarem investir e outra pessoa puder, é o melhor para a torcida. Não é sobre mim, é sobre o Botafogo.
— John Textor, em declaração recente
Seja essa afirmação sincera ou estratégica, o fato é que o Botafogo agora está numa encruzilhada. O clube social, que representa a torcida e detém 10% da SAF, estaria em conversas com a Ares Management para encontrar uma saída que não passe por Textor. Um novo investidor poderia entrar — mas precisaria ter estômago e capital para absorver um passivo monumental.
Além disso, a recuperação judicial aprovada pela 2ª Vara Empresarial garante, por enquanto, 60 dias de proteção contra execuções de credores. Isso significa que, ao menos nesse período, os contratos de jogadores e funcionários estão protegidos e o clube pode operar. Mas 60 dias no futebol — especialmente em meio a uma disputa societária internacional — podem parecer uma eternidade.
No meio de todo esse emaranhado jurídico, financeiro e societário, tem um elemento que não pode ser esquecido: o torcedor. O alvinegro que foi ao Nilton Santos comemorar a Libertadores, que acompanhou cada jogo da campanha histórica de 2024, que tatuou estrelas no peito e que hoje acorda sem saber quem manda no clube que ama.
Esse torcedor não tem nada a ver com as dívidas da Eagle Football Holdings ou com os conflitos entre a Ares Management e John Textor. Ele só quer que o Botafogo continue vivo, competitivo e honrando seus compromissos. E, neste momento, até essa expectativa básica está cercada de incerteza.
Vale lembrar que, mesmo em meio à crise, o time segue em campo. O Botafogo está na disputa do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil de 2025, além da Libertadores. Os jogadores, por mais que estejam com salários em atraso, seguem treinando e competindo. O futebol, como sempre, não para — mesmo quando tudo ao redor parece desmoronar.
Contudo, a preocupação é real. Um clube com transfer ban ativo, dívidas astronômicas e uma disputa pela gestão em andamento nos tribunais não tem as melhores condições de competir de igual para igual com rivais que operam com normalidade. A torcida torce para que a crise seja resolvida antes que ela contamine de vez o campo.
Para muita gente que não acompanha o universo jurídico, o nome "Tribunal Arbitral da FGV" pode soar estranho. Vale explicar: a arbitragem é um mecanismo privado e confidencial de resolução de conflitos, muito utilizado em disputas societárias complexas. As partes envolvidas — neste caso, Textor, a Eagle Bidco e o Botafogo Social — escolheram previamente esse mecanismo para resolver qualquer impasse.
A grande característica da arbitragem é que suas decisões têm força equivalente a sentenças judiciais. Ou seja, não se trata de uma opinião ou de uma recomendação — é uma determinação com poder de cumprimento. Além disso, o processo arbitral costuma ser mais rápido do que a Justiça comum, o que explica por que o Tribunal conseguiu agir com tanta rapidez neste caso.
Por isso, a tentativa de Textor de obter uma liminar no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em paralelo ao processo arbitral, é vista por muitos juristas com ceticismo. Em geral, quando as partes escolhem a arbitragem como método de resolução, o Judiciário comum tende a respeitar essa escolha e não interferir — salvo em casos muito específicos.
A próxima grande data desta novela é quarta-feira, 29 de abril de 2026. Nesse dia, o Tribunal Arbitral da FGV vai reanalisar a decisão de afastamento após ouvir as manifestações de ambas as partes. Há três cenários possíveis: o afastamento é mantido, o afastamento é revertido ou surge uma solução intermediária.
O cenário mais provável, segundo analistas, é que o afastamento seja mantido — pelo menos enquanto a disputa societária não tiver uma resolução definitiva. Para Textor permanecer, ele precisaria apresentar argumentos muito convincentes de que suas ações foram legítimas e de que o pedido de recuperação judicial foi necessário e correto do ponto de vista societário.
Do outro lado, a Eagle Bidco e o Botafogo Social certamente vão pressionar pela permanência do afastamento e, possivelmente, pelo início de um processo mais definitivo de mudança na gestão da SAF. A chegada de um novo gestor — ou mesmo de um novo investidor — não acontece da noite para o dia, mas os próximos dias serão decisivos para definir o rumo.
Independentemente de como o Tribunal decida, uma coisa está clara: o modelo de SAF que trouxe tanto brilho ao futebol brasileiro também trouxe riscos que não foram suficientemente regulados. O caso do Botafogo vai deixar marcas — no clube, no futebol brasileiro e, principalmente, na forma como o país vai pensar a relação entre investimento estrangeiro e gestão de clubes a partir de agora.
John Textor chegou ao Botafogo em 2021 prometendo transformar o clube em potência global. E, em termos esportivos, cumpriu. O bicampeonato de 2024 — Libertadores e Brasileirão na mesma temporada — foi o maior momento do clube em décadas. O projeto era ambicioso, a visão era grande e, por um tempo, tudo pareceu funcionar.
Todavia, debaixo da festa, as contas não fechavam. A dívida crescia. Os parceiros internacionais entravam em colapso. Os credores perdiam a paciência. E o que era sonho foi, aos poucos, se tornando um nó difícil de desatar.
Portanto, o que vemos hoje não é apenas a queda de um empresário. É a consequência de um modelo que não teve os freios necessários. É também um alerta para o futebol brasileiro: crescimento acelerado sem governança sólida tem prazo de validade — e esse prazo pode vencer de forma brutal e pública.
Para a torcida alvinegra, o desejo é simples: que o Botafogo saia dessa. Que os jogadores recebam seus salários. Que o clube possa se inscrever normalmente. Que um novo ciclo comece — de preferência com as lições aprendidas e sem repetir os erros do passado.
O dia 29 de abril será, provavelmente, apenas mais um capítulo dessa história — e não o último. Mas o futebol brasileiro inteiro estará de olho.
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